
Aparelhos muitas vezes são importados sem cuidado com a compatibilidade com as redes de internet móvel do país
Nos últimos tempos, a Xiaomi se popularizou com o público brasileiro de uma forma que não aconteceu nem mesmo na época em que a empresa esteve realmente ativa no país. Os aparelhos importados começaram a cair no gosto dos compradores de smartphones, mas isso traz alguns problemas, especialmente no que tange a conectividade 4G dos aparelhos.
Sim, ao comprar um celular que não foi pensado para as redes brasileiras, há uma questão de incompatibilidade que normalmente muita gente não percebe. E, de fato, muitos celulares da Xiaomi não são compatíveis com uma frequência específica do 4G brasileiro: a de 700 MHz.
Antes de tudo, precisamos entender o que é o 4G brasileiro. Hoje ele é basicamente formado por três frequências principais: a primeira a ser implantada foi a de 2600 MHz, também conhecida como banda 7 (ou B7); na sequência vieram as outras, como a de 1800 MHz, ou banda 3 (B3) e a de 700 MHz, ou banda 28 (B28), que está em implementação após o desligamento do sinal de TV analógica no país.
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Cada uma dessas frequências tem características próprias e as operadoras tentam usá-las de uma forma complementar. No entanto, é unânime que a banda 28 é a melhor entre elas, já que sua frequência mais baixa tende a aumentar o alcance da antena, o que ajuda a melhorar o sinal para o usuário. Da mesma forma, a frequência de 700 MHz penetra paredes com maior facilidade, então se você estiver em um local fechado, o seu 4G vai pegar melhor se a banda 28 estiver habilitada na sua região e o seu celular tiver suporte à frequência.
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