terça-feira, 23 de novembro de 2021

Milhões de aranhas voadoras e venenosas infestam os EUA

 

A espécie, conhecida como joro, é endêmica no leste asiático e já é considerada invasora no estado da Geórgia



Uma espécie asiática de aranha gigante e venenosa se tornou invasora dos ecossistemas dos Estados Unidos. A Trichonephila clavata, conhecida como aranha joro, é ainda capaz de utilizar correntes de vento e planar por até 160 km com o auxílio de uma espécie de balão feito de teias.

Na Ásia, as joro são encontradas em todo o Japão, China, Taiwan e ambas as Coreias. Suas patas atingem cerca de 7 cm de comprimento e possuem cores chamativas, que as tornam atrativas e apreciadas entre a população do leste asiático.

Mas desde 2014 começaram a ser vistas na Geórgia, nos Estados Unidos, onde provavelmente chegaram clandestinamente em contêineres vindos da Ásia.

Como são especialistas em se espalhar, mesmo longe do próprio território, rapidamente foram vistas em várias partes da região e hoje sua população nos EUA é estimada em "milhões", segundo um estudo da Universidade da Geórgia.

Atualmente elas são facilmente reconhecidas no estado, graças às teias grandes e com padrões bagunçados, feitas em tantos locais quanto possível — algumas são vistas em caixas de correio, varandas e até linhas de energia.

Com todos esses indícios, os estudiosos afirmam que "elas vieram pra ficar" nos EUA. A probabilidade de que elas já estejam se espalhando por outros estados é muito grande.




Apesar do tamanho e das cores assustadoras, os especialistas demonstram otimismo com a invasão das joro.

A entomologista Nancy Hinkle, da Universidade da Geórgia, afirmou ao USA Today que as joro podem ajudar a conter pragas, como moscas, mosquitos e percevejos.

Além disso, o veneno dela não é perigoso para humanos ou animais de estimação, como cães e gatos. Na verdade, Nancy afirma que elas não parecem "interessadas em morder humanos", e às vezes suas picadas não chegam a romper a pele.

Para ajudarem os moradores locais a estender o tapete de boas-vindas a animais tão assustadores, os estudiosos afirmaram que até agora não identificaram nenhum efeito negativo causado pela presença delas no país.

E a maioria delas deve morrer ainda em novembro, mas deixarão para trás milhões de ovos, o que deve aumentar ainda mais o número de exemplares da espécie presentes no país.



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